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SALA DE IMPRENSA - GIS BRASIL 2003
13/01/2003
Organismo Internacional Apóia o GIS BRASIL 2003
Uma das mais importantes organizações mundiais na área de geotecnologias, a ISPRS (Sociedade Internacional para Sensoriamento Remoto e Fotogrametria) confirmou apoio ao GIS BRASIL 2003. O evento, que acontecerá em São Paulo, de 19 a 22 de agosto deste ano, contará com a presença de keynote speakers convidados pela entidade. A programação inclui também um seminário organizado pela ISPRS.
Nessa entrevista concedida à Fator GIS, a pesquisadora Tânia Sausen, diretora da Comissão Técnica número 6 da Sociedade e pesquisadora da Divisão de Sensoriamento Remoto do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), explica os motivos de a entidade ter escolhido apoiar o GIS BRASIL, e fala sobre o desenvolvimento das tecnologias de sensoriamento remoto no Brasil. Leia a seguir a entrevista:
Fator GIS - Qual será a participação da ISPRS no GIS BRASIL 2003? Tânia Sausen - A ISPRS, através de suas comissões técnicas, organizará um seminário com duração de um dia sobre educação e aplicações em geotecnologias. Além disso, participaremos da programação trazendo keynote speakers para participarem do evento.
Fator GIS - Qual a importância de um evento como o GIS BRASIL para a ISPRS? Tânia Sausen - Um evento como o GIS BRASIL é uma excelente oportunidade para divulgar o trabalho que uma sociedade científica como a ISPRS vem fazendo internacionalmente nas áreas de fotogrametria, sensoriamento remoto e sistemas espaciais. Também é uma excelente oportunidade para uma parceria com a Fator GIS, empresa que atua há ativamente nesta área, há mais de 10 anos, em todo o país e no continente.
Fator GIS - Como está a relação do Brasil com a ISPRS? Teremos alguma novidade para breve? Tânia Sausen - O Brasil sempre teve uma grande participação na ISPRS, seja por meio da SBC (Sociedade Brasileira de Cartografia) ou do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O INPE tem participado ativamente na ISPRS desde 1984, sendo que alguns de seus pesquisadores já foram presidentes de Comissão Técnica. O engenheiro Márcio Barbosa, ex-diretor do INPE, foi vice-presidente da ISPRS.
Na América Latina, o Brasil é o país que mais participa das atividades da ISPRS. E nos congressos mundiais da Sociedade, que se realizam a cada 4 anos, é o país que mais envia trabalhos para serem apresentados.
A próxima novidade é o seminário que estamos organizando com exclusividade para o GIS BRASIL 2003.
Fator GIS - Na sua opinião, quais são as principais mudanças pelas quais as áreas de sensoriamento remoto e aerofotogrametria precisariam passar no Brasil? Tânia Sausen - Acho que o sensoriamento remoto e a aerofotogrametria de um modo geral vão bem no Brasil. Penso que seja ainda necessário termos mais pessoas capacitadas para trabalhar com estas áreas, principalmente em regiões brasileiras de menor desenvolvimento.
Na área de educação surgiram nos últimos cinco anos várias oportunidades de cursos, nos mais diversos níveis, desde doutorado em sensoriamento remoto, até cursos de especialização em Geoprocessamento, ministrados em finais de semana.
Já temos um satélite brasileiro de SR, cujos dados são comercializados com preços mais acessíveis. Já temos também a comercialização de dados de vários outros satélites, que até três anos atrás eram extremamente difíceis de serem adquiridos.
Os profissionais de hoje estão tendo acesso a uma grande quantidade de informações e de softwares para GIS e fotogrametria, que têm dado grande impulso nas áreas de mapeamento, monitoramento e gerenciamento dos recursos naturais.
A mais importante mudança que temos que fazer, e que seguramente já está ocorrendo, mediante a disponibilidade de dados e recursos, é a atualização cartográfica no país. Nossa cartografia ainda é muita antiga, desatualizada e não está disponível para todo o território nacional em várias escalas. Esta atualização está sendo feita pelos órgãos responsáveis, mas não em velocidade que atenda à demanda do mercado.
Fator GIS - Os instrumentos com que vocês lidam ainda são pouco conhecidos da sociedade como um todo. As pessoas dificilmente sabem o que quer dizer sensoriamento remoto. Como pode ser mudada essa realidade? Tânia Sausen - Seria muito bom se todos utilizassem largamente esta tecnologia na melhoria da própria qualidade de vida. Seria muito interessante que os dados de sensoriamento remoto fossem largamente utilizados como recursos didáticos em salas de aula desde os primeiros anos de escola.
Isto já vem ocorrendo em vários países do mundo e o Brasil, e a própria América Latina não estão desatentos a este fato. Ao contrário, há várias iniciativas neste sentido.
É muito importante que se promova uma ampla divulgação desta tecnologia em treinamentos, cursos de curta e média duração, palestras, seminários, workshops, conferências, não somente para profissionais da área, mas para educadores (em todos os níveis formais de ensino), tomadores de decisão, formadores de opinião, planejadores, políticos, administradores, legisladores. E é a única forma de tornar a tecnologia mais conhecida e utilizada em toda a sua potencialidade.
O uso de dados de sensoriamento remoto em sala de aula, como recurso didático, além de tornar as aulas mais interessantes, permitiria a formação de uma geração de futuros cidadãos, conhecedores desta tecnologia, o que os motivaria a usá-la em sua futura vida profissional de forma direta ou indireta. Isto auxiliaria muito num melhor uso dos recursos naturais, no planejamento de cidades, na preservação adequada e correta dos recursos naturais, e conseqüentemente na formação de cidadãos mais conscientes sobre o ambiente em que vivem.
Conheça a Comissão IV e a Comissão VI. Visite o site do GIS BRASIL 2003 e confira as atividades programadas.
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