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SALA DE IMPRENSA - GIS BRASIL 2001
| O SISTEMA DE GESTÃO DA DISTRIBUIÇÃO DA LIGHT |
Mauro dos Santos Jacintho Andrade, gerente do projeto SGD da Light, promete abordar no GIS BRASIL dois pontos que considera cruciais para a viabilidade e o sucesso da implantação de sistemas de gestão de distribuição no setor de energia elétrica, sobretudo em empresas de grande porte: o mapeamento de redes de baixa tensão aérea e a mudança cultural dos recursos humanos da empresa.
Com prazo de dois anos para sua implantação na Light, e um orçamento definido, a empresa abriu mão de incluir no pacote do SGD sua rede de baixa tensão aérea. Segundo Andrade, “ela não entrou pois o volume de informações seria enorme e dificultaria a execução da primeira etapa de implantação. Com isso ganhamos tempo e economizamos, sem que, com isso, o atendimento ao cliente ficasse comprometido, já que ao consumidor final interessa o mapeamento dos transformadores e isso está 100% cumprido”, diz.
Outro dificultador, a cultura, está sendo combatido com implantação de um plano de gestão de mudanças. “O ser humano tem medo do que não conhece”, diz o gerente, e por isso, seis meses antes da implantação completa do SGD, a Light está colocando pontos disponíveis para que seu pessoal se familiarize com os novos processos, com investimentos em treinamento e readaptação do quadro. “É preciso mudar o pensamento daquele técnico que acredita que seu trabalho termina quando a luz é ligada em uma casa. Ele deve entender que o trabalho só terminará quando ele repassar esta informação para o novo sistema”, conclui Mauro dos Santos Jacintho Andrade.
| SOLUZIONA AUTOMATIZA PROCESSOS |
Lélio São João Jr., diretor de informática da Soluziona Utilities Brasil, de Campinas, SP, virá falar no GIS BRASIL fazer uma explanação sobre a implantação do SGD – Sistemas de Gestão da Distribuição nas distribuidoras Elektro e Cataguazes Leopoldina. “Nossa apresentação vai mostrar como pegamos uma empresa e, a partir do zero ou de sistemas mais modestos, automatizamos todos os processos, desde o telefonema do cliente até a resolução do problema”, diz São João.
A utilização de ferramentas de geoprocessamento nas duas empresas hoje está disponível em todas etapas do processo. Na operação, através da identificação rápida do provável defeito ou do local da falha; na manutenção, com a criação de um plano geral para a área, o que inclui ordens de inspeção, verificação das conformidades de ativos e correções; no planejamento, com a criação dos mapas temáticos para, por exemplo, o carregamento do transformador ou dos pontos iluminação pública etc; e no departamento de projetos, responsável pelas ampliações e otimizações da rede elétrica existente.
Segundo o diretor da Soluziona, “a implantação do SGD ajudou a diminuir o tempo de atendimento e o próprio fluxo dentro da empresa”. A implantação, em empresas deste porte, com cerca de 1 milhão e 700 mil clientes, leva em torno de um ano.
| PESQUISAS SETORIAIS AGILIZADAS COM A UTILIZAÇÃO DE GIS |
Ronald Amaral Kuntz, diretor presidente da Brasmarket, vem ao GIS BRASIL contar a experiência da empresa de pesquisa com ferramentas de GIS. Usuários do sistema desde 1992, a Brasmarket agora passa para a fase de aplicação de pesquisas com a utilização acessória de GPS. “Um dos maiores problemas de qualquer instituto de pesquisa é a supervisão do trabalho dos entrevistadores. Desde que implantamos o uso de relógios equipados com GPS, conseguimos saber o momento e a localização precisa de cada entrevista realizada, eliminando o risco de fraude”, diz Kuntz.
Quando vai a campo, o entrevistador contratado pela Brasmarket leva um coletor eletrônico equipado com modem (similar a um PalmTop) e um relógio com GPS. Ao final das entrevistas repassa as informações coletadas, e criptogradas, via Internet. “Isso faz cair o tempo de uma pesquisa nacional em 25 capitais a 8 horas, tempo necessário para a pesquisa e a tabulação, e mais 3 horas para o georreferenciamento. Isto é uma tremenda revolução”, exulta o empresário.
Adepto das grandes amostragens, o empresário assume que sem a utilização de GIS não teria condições de atender seus clientes em prazos tão curtos: “Se usasse uma amostragem muito grande, sem o GIS, o trabalho apresentado ao cliente teria um volume absurdo. Precisávamos compactar o volume do relatório e conseguimos isso reduzindo cinqüenta pastas de relatório a alguns mapas de fácil visualização e compreensão”, explica.
Estas inovações estarão disponíveis no novo pacote de produtos da Brasmarket, à venda, por assinatura, de pesquisas setoriais. “Já elaboramos, por conta própria, pesquisas nas áreas de shopping centers, bancos e rádios. Através de assinaturas mensais os empresários destes segmentos poderão ver claramente seus posicionamentos em cada bairro pesquisado, ou dos concorrentes”, conclui Ronald Amaral Kuntz.
| CD ROM DA LEI DE ORDENAMENTO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO DE SALVADOR - LOUOS |
A Secretaria Municipal de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente da Prefeitura Municipal do Salvador (PMS) desenvolveu aplicativo de consulta para a Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (LOUOS), e legislação complementar.
O aplicativo utiliza a base cartográfica digital disponibilizada pela CONDER / Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia através de convênio. Procedente do vôo fotográfico de 1992 em 1:10.000 e restituição de 1:2.000, incorpora uma área de 313 Km2 da cidade de Salvador, e garante a confiabilidade necessária à análise e licenciamento de empreendimentos e atividades.
O CD Rom da LOUOS incorporou 236 mapas da cartografia analógica temática, que estavam dispersos em bases que datam de 1964 a 1992, e escalas que variam de 1:1.000 até 1:20.000, além de incorporar toda legislação textual convertida em formato html.
Para facilitar as consultas à Lei de Ordenamento, foi incorporado ao aplicativo o cadastro de logradouros e edificações de referência que objetivam agilizar as buscas. É possível ainda localizar áreas específicas a partir da consulta às diversas camadas de legislação.
Desenvolvido em C++ e Visual Basic, e com as bases criptografadas, este aplicativo representa um avanço na política do software livre, desenvolvido com o sistema active geo a partir de tecnologia própria, desenvolvida por empresa de consultoria local.
Além da consulta à legislação é possível ao usuário editar e salvar em camada de rascunho, imprimir na escala desejada ou salvar a tela em formato bmp, devendo estar disponível nos próximos 30 dias o módulo de acesso na internet.
Através da tecnologia de Geoprocessamento, foi possível oferecer ao corpo técnico da Secretária de Planejamento e ao usuário externo a possibilidade de consulta de todas as incidências de Legislação Urbanística Municipal.
O produto representou um grande avanço no que se refere à agilização dos processos internos de trabalho e à precisão e qualidade das informações prestadas.
O resultado será apresentado no GIS BRASIL 2001, no Módulo Gestão de Cidades – Cases de Sucesso, que acontece dias 15 a 16 de maio.
| BASES DIGITAIS E CADASTRAIS: O CONTROLE DE QUALIDADE DA PRODABEL |
A Prodabel - Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte, há nove anos vem desenvolvendo rotinas e aplicações em geoprocessamento. O Sistema de Informações Geográficas (SIG) da Prodabel contém atualmente 323 componentes, distribuídos em 32 ambientes. São Bases Cartográficas e Digitais com utilização no Zoneamento e Plano Diretor para a Secretaria Municipal de Planejamento; Placas de Trânsito, Semáforos e Itinerários de Ônibus, para a BHTRANS – Empresa de Transporte e Trânsito, Setores Censitários para o IBGE, Arquivos digitais para o guia Quatro Rodas e o site www.vistaerea.com.br etc., além do próprio Cadastro Técnico Municipal – CTM, objetivo principal do projeto de geoprocessamento na empresa.
Ao longo de toda essa produção, diz Carlos Alberto da Costa, do Setor de Informações Urbanas Básicas da Prodabel, foram detectados alguns “bugs”, tanto na conformação dos objetos (polígonos que deveriam estar fechados e não foram) quanto nos atributos (nomes, códigos e valores). É sobre os procedimentos e rotinas destinados a identificar, corrigir e gerar informações corretas dos vários componentes e ambientes que Costa vem falar no GIS BRASIL. “Este controle passa, necessariamente, pela definição do Mapa Urbano Básico – MUB, e pela padronização do controle e do repasse das informações a todos os usuários dos nossos produtos de geoprocessamento”, conclui Costa.
| A IMPLANTAÇÃO DO GEOPROCESSAMENTO EM AMERICANA |
Antônio Augusto Dias Oliveira vem ao GIS BRASIL mostrar que, mesmo com pouco investimento, é possível utilizar ferramentas de georreferenciamento. Em Americana, interior paulista, o assistente técnico da Secretaria de Planejamento da Prefeitura Municipal, abriu mão do levantamento aerofotogramétrico e optou por digitalizar e vetorizar as plantas da cidade utilizando o sistema UTM. Com isso reduziu os custos de R$ 750 mil para R$ 3,8 mil, viabilizando o projeto.
Segundo Oliveira, que é analista de sistemas, o sistema utilizado praticamente não apresenta quebra de resultado: “só não temos a marcação das curvas de nível, mas como queríamos uma ferramenta de tomada de decisões e de planejamento, isto nos servia perfeitamente”. Com os mapas em mãos, uma equipe de dez estagiários e técnicos em edificações, foi iniciado o trabalho de digitalização dos lotes dentro das quadras, mais ou menos 75 mil lotes, entidades fechadas e chaveadas”, diz.
O resultado do trabalho está nas mãos da prefeitura em utilizações nas áreas de educação, saúde e planejamento.
| UM RETRATO DO COMÉRCIO DE BELO HORIZONTE |
Há três anos, após visitas à Câmara do Comércio e Indústria de Paris e à Universidade de Ryerson, Canadá, membros do CDL - Belo Horizonte (Câmara de Dirigentes Lojistas) trouxeram para o Brasil o projeto de fazer um levantamento que permitisse a geração e a manipulação de mapas temáticos que abrangesse todo setor de comércio e serviços de Belo Horizonte.
A idéia era obter uma visão lógica da distribuição dos estabelecimentos, identificando vetores de crescimento e estagnação do setor. “Para isso dividimos a cidade em nove regiões administrativas, conforme o plano diretor, e fomos a campo montar nossa base de dados, que hoje conta com registro de 136 mil estabelecimentos, inclusive da economia informal”, diz Maria Beatriz Corrêa Rodrigues, doutora em Planejamento Urbano pela Universidade de Bielefeld, Alemanha, e consultora de Projetos Estratégicos do CDL.
Em um primeiro momento o levantamento, um processo de atualização continua, está sendo utilizado internamente pelo CDL. Em breve estará disponível para empresários que queriam manter seus empreendimentos ou investidores. Mesmo com utilização interna, diz Maria Beatriz, o trabalho já se justificou: “os números da economia informal nos impressionaram negativamente e montamos, junto da prefeitura, o Projeto Inteligente, uma Incubadora de Economia Informal”.
Usando Microstation Geografics e banco de dados Access, Maria Beatriz afirma que este é o único projeto de georreferenciamento no país a abranger todo um segmento econômico.
| BASES DE DADOS GEOGRÁFICOS X OTIMIZAÇÃO DE SISTEMAS WIRELESS |
Aumentar o número de usuários de um sistema wireless sem investir em infraestrutura é a proposta do trabalho que Edgar Alvez, engenheiro diretor da área de sistemas da CelTec – Tecnologia de Telecomunicações, de Campinas, SP, apresentará no GIS BRASIL. “Em muitas cidades as prefeituras não estão autorizando a colocação de novas torres e é necessário otimizar a utilização da rede existente”, diz o painelista.
Com trabalhos executados nos EUA, México e Argentina, a CelTec estará presente no GIS BRASIL, através de seu diretor da área de sistemas Edgar Alvez, para mostrar o Celplan, sistema que otimiza a utilização de celulares através de ferramentas de geo.
Mendonza, na Argentina, será o exemplo apresentado pelo engenheiro. Nesta cidade uma operadora queria aumentar a quantidade de usuários sem novos investimentos pois a prefeitura não aceita a colocação de novas torres. “Com um mapeamento que identificou a localização dos usuários e o modelo de ocupação do solo e prédios, verificamos que era possível redimensionar o sistema existente. Com isso, sem colocar qualquer estação a mais, aumentamos em 35% o número de usuários”, explica Alvez.
| GIS TELECOM – SISTEMA DE GERÊNCIA DE REDE EXTERNA PARA TELECOMUNICAÇÕES |
Henes Antônio Amorim, responsável pela implantação do GIS Telecom na CTBC, vem ao GIS BRASIL falar sobre as fases de implantação do GIS Telecom, gerenciamento da rede externa da CTBC Telecom. Segundo Henes, “um dos grandes diferenciais da solução é a agilidade no atendimento às solicitações dos clientes. O sistema é integrado à Central de Atendimento, que interage com a base de dados do GIS, avaliando a disponibilidade das facilidades de rede externa. Havendo possibilidade técnica, o sistema encaminha ordem de serviço para o instalador”, explica.
O sistema permite identificar rapidamente a ocorrência de defeitos, além de planejar os projetos de expansão e as mudanças de endereço. Isto porque estão totalmente eliminados os mapas da rede em papel, que somavam cerca de 3 mil. "Antes, a atualização era feita manualmente e qualquer mudança era lenta, pois com freqüência era necessário refazer todo o trabalho em razão de uma alteração na topologia da rede. A partir de agora esta atualização será imediata, gerando um expressivo ganho de produtividade e confiabilidade", explicou o engenheiro Henes Amorim.
| ARRECADAÇÃO DO IPTU PODE CRESCER COM BASE NO RASTREAMENTO DAS CONSTRUÇÕES CLANDESTINAS |
O trabalho de mapeamento de Ponta Grossa, PR, já atinge 68% da área do município e seus técnicos estimam que, quando implementado, permitirá um aumento de 12% na arrecadação do IPTU, percentual que cobre com vantagens os cerca de R$ 400 mil investidos no projeto que contrapõe os dados do Cadastro Técnico Municipal com imagens de uma base cartográfica digital, na escala 1:2000, do perímetro urbano.
Segundo Rony Camargo de Brito, especialista em geoprocessamento da Prefeitura de Ponta Grossa, “é muito difícil evitar as obras clandestinas pois em geral são realizadas em locais imperceptíveis à vista de quem olha do lado de fora. Isto faz com que grande parte dos municípios brasileiros estejam defasados na atualização dos seus cadastros de imóveis e pior, não estão arrecadando o imposto devido sobre as construções clandestinas”.
Com base neste conhecimento prévio foram aplicados testes usando o software ArcView 3.0a: “encontramos o que já esperávamos, as ampliações clandestinas foram detectadas em quase todas as regiões da cidade e partimos para a operacionalização do processo de detecção dessas construções clandestinas”.
O primeiro passo foi o desenvolvimento de um SIG (Sistema de Informações Geográficas) capaz de tratar um grande volume de dados sem perder a performance desejada para apontar rapidamente resultados confiáveis e permitir uma interação clara e objetiva com o usuário. Como software foram utilizados o ArcView 3.0a, o Delphi Client Server 4.0, o banco de dados Microsoft Access 97 e software de linguagem de programação COBRA-COBOL para SUN Solaris, plataforma UNIX.
“No GIS BRASIL estarei mostrando como o SIG procura em toda a cidade pelas construções clandestinas, gerando mapas e relatórios que podem nortear a fiscalização direta das ocorrências, proporcionando a atualização cadastral e o conseqüente aumento da arrecadação do IPTU”, conclui Brito.
| GUIA DIGITAL SOCIALIZA INFORMAÇÃO E “MUDA” A GEOGRAFIA DE FLORIANÓPOLIS |
O Guia Digital de Florianópolis consumiu um ano de trabalho de uma equipe de 14 técnicos do IPUF – Instituto de Planejamento de Florianópolis - e da ITIS Informática Industrial. Seus quase 90 Mb contemplam, na verdade, quatro guias: logradouros e edificações, caminhos e trilhas, praias e circuito cultural. Há ainda espaço para dados históricos do município.
Apesar de não ser um exemplo completo de utilização de geoprocessamento, segundo Marcelo Vieira Nascimento, diretor de operações do IPUF – Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis, “é o primeiro grande passo para caminharmos rumo ao geoprocessamento pois conseguimos sensibilizar os dirigentes para as vantagens da disponibilização de informações, de qualidade, para a sociedade”, diz.
Para exemplificar esta afirmação, Nascimento cita alguns dados que a justificam: “Foram lançados 3 mil exemplares e esta primeira edição já está se esgotando. Temos conhecimento que sua utilização pela Polícia diminuiu o tempo de atendimento de ocorrências pois em apenas 20 segundos a central pode situar o policial e local de deslocamento”.
O levantamento também fez com que o próprio mapa de Florianópolis sofresse alterações. “Na terceira semana de abril os vereadores de Florianópolis votaram a mudança do número de praias na capital catarinense. Na verdade não são 42 praias, como sempre consideramos, mas 100 praias, conforme provam as fotos digitais”, comemora o diretor de operações do IPUF.
O Guia Digital apresenta o cruzamento de dados com mapas que podem ser detalhados em cinco escalas diferenciadas de 1:25 mil até 1:7 mil. Utilizando várias bases cartográficas em conjunto com informações disponibilizadas em Access, o software do Guia foi criado pela ITIS Informática Industrial.
| MUDANÇAS DAS REGRAS DE TELECOMUNICAÇÕES EXIGEM FERRAMENTAS DE GEOESPACIALIZAÇÃO |
A ainda tímida utilização de geoprocessamento em empresas de telecomunicações é uma herança dos tempos, nada remotos, de um sistema estatizado no qual a concorrência inexistia. Mas hoje, com as mudanças trazidas pela privatização, a área de mercado dentro das empresas do setor virou protagonista em todo processo.
Segundo Narbal Almeida Júnior, engenheiro eletricista do setor de SAGRE – Sistema de Gerenciamento de Rede Externa - da Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, há uma explicação para isso: “no antigo sistema estatizado, o lucro da empresa de telefonia já estava garantido com a venda de linhas telefônicas. Com as novas regras, não há mais a comercialização de linhas, o telefone passou a ser um serviço como água e luz. Só que, no novo formato, uma empresa não pode se dar ao luxo de prestar serviços de segunda linha e nem de instalar um telefone para quem não o vai usar”, diz.
É neste cenário que Almeida Júnior vê, mais do que uma possibilidade de negócio, a importância da utilização de GIS. “Só com a espacialização da análise de dados de mercado uma empresa de telecomunicações visualiza claramente os rumos que pode tomar para sua expansão e, mais do isto, otimizar os processos tendo um mapa que aponte exatamente qual ponto da sua rede fica mais perto do cliente”, explica.
As empresas têm muitos dados tabulares, em mainframe, mas não espacializado e só agora começam a investir neste segmento. O engenheiro estima que apenas 30% ou 40% dos processos com potencial para utilização de geoprocessamento em empresas de telecomunicações estão utilizando o sistema. Se forem consideradas as pequenas empresas que atuam como “espelhinhos” na área, este percentual cai ainda mais, podendo chegar a apenas 25% do total.
| GEOTECNOLOGIAS AUXILIAM NO CUMPRIMENTO DAS METAS DE TELEFONIA PÚBLICA |
A instalação de um telefone público para determinado número de habitantes é um dos desafios das empresas concessionárias de telefonia fixa para satisfazer as exigências da ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações. Esta relação, até dezembro de 2005 deverá ser de um telefone público a cada aglomerado de 100 habitantes. Mas como atender esta norma com rigor numérico e qualidade de serviço?
Segundo Max Alfredo Erhardt, Gerente de Serviços de Mapeamento e Conversão do CPqD - Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, através de geoprocessamento: “com o uso de imagens de satélite, levantamento em campo do número de aparelhos, com uso de GPS, e o cruzamento destes dois itens fica fácil visualizar o atendimento à norma”, assegura Max, que se utiliza do sistema SAGRE para o trabalho que sua instituição presta às empresas do setor.
Em sua palestra no GIS BRASIL, Erhardt estará mostrando as soluções técnicas que podem ser aplicadas para prover este serviço às empresas de telecomunicações e mostrando alguns cases de desafios que vem enfrentando. “O que as empresas querem saber não é apenas se estão atendendo as metas da ANATEL, mas se os telefones públicos estão estrategicamente bem situados sob o ponto de vista da empresa, que através dos mapas pode dimensionar a melhor distribuição dos aparelhos, e do cliente, que precisa de um telefone perto de sua passagem”, conclui o painelista.
| GEOCODIFICAR INFORMAÇÕES AJUDA A INCREMENTAR O COSTUMER SHARE |
Simplificar ações de marketing para um padrão que atinja todo cliente pode não ser o fim de uma empresa, mas segundo tendência seguida pela Stringhini Marketing, de Porto Alegre, RS, seguramente evitará seu crescimento dentro do próprio cliente. Este poderia ser o enunciado básico da prática que defende a substituição da política do marketing share pela de costumer share, adotada pela empresa gaúcha.
“Quando eu saio do conceito do tamanho de mercado começo a pensar no quanto eu posso aumentar da minha participação dentro dos clientes que possuo”, diz Cláudia Almeida, geógrafa com especialização em gestão empresarial e marketing e sócia da empresa. O tamanho e quanto ele possui do mercado, diz, o empresário já conhece. “Ele precisa é de mais informações do ponto de venda. Como determinado lojista se relaciona com a minha marca e como posso aumentar minha participação dentro de seu negócio”, explica.
Com base nesta teoria as empresas de marketing devem partir para ações mais pontuadas e estruturadas em cima do monitoramento do cliente, ao invés das pesquisas tradicionais: “a pesquisa é como uma fotografia, estanque. Já o monitoramento é um acompanhamento permanente para a compreensão da dinâmica do mercado”, explica a geógrafa, que destaca o uso de geoprocessamento como ferramenta fundamental para alcançar este objetivo, pois oferece a possibilidade de visualização deste processo.
Na Stringhini foi desenvolvido o software AVANCE – MPS, que integra tecnologias de Investigação Mercadológica, Banco de Dados e Geoprocessamento. “Com a identificação física de todos os estabelecimentos comerciais do segmento na região em estudo, entrevistas com dirigentes destes estabelecimentos e a atualização do banco de dados, fica muito fácil geocodificar e visualizar as informações que vão nos permitir conhecer nosso cliente a aumentar nossa participação em seu negócio”, conclui Cláudia Almeida.
| CHINA & ASSOCIADOS UTILIZA FERRAMENTAS GEO PARA AFERIR VIABILIDADE DE CRIAÇÃO OU EXPANSÃO DE SHOPPING |
Todos que trabalham com geomarketing sabem a importância de conhecer o mercado, o cliente e a concorrência. Quando um empreendimento envolve cifras grandiosas que só se justificam através de um volume superlativo de negócios, a importância de ter a visão total do negócio cresce na mesma proporção. É neste nicho que a China & Associados vem atuando, mais precisamente na área de shopping center.
“Seja para a criação ou expansão destes empreendimentos, é fundamental seu dimensionamento geográfico mercado com o cruzamento de dados sobre população, renda e concorrência”, diz Nivaldo Tristão de Souza, analista mercadológico da China & Associados, de São Paulo, que estará presente ao GIS BRASIL, no módulo Special Geomarketink, com um painel sobre o tema.
Com base em banco de dados secundários do IBGE e de outros órgãos públicos, informações mercadológicas coletadas em campo e no Map Info, diz Nivaldo, “estamos trabalhando a dispersão de clientes e a real delimitação da área de influência principal do empreendimento, por meio da geocodificação de cadastros”. E são justamente as diversas possibilidades de análise, com um simples cadastro, que serão abordadas em várias situações e métodos de avaliação geoprocessáveis durante o GIS.
“A segmentação da Área de Influência é determinante para uma análise precisa da viabilidade de um novo empreendimento e para isso abordaremos as principais técnicas para a delimitação dos bolsões de influência formados por áreas homogêneas em sua ocupação”, diz o analista.
Outro enfoque da palestra de Nivaldo é o Índice de Penetração de shoppings já existentes, com a visualização da proporção entre reais consumidores e a população da área residente, dados fundamentais para estratégias e ações de marketing direcionadas ao público target. No campo das expansões de shoppings já existentes, Nivaldo estará abordando o cálculo do potencial total do empreendimento. “Quando dividimos este potencial de investimento pela venda média por m2 dos segmentos avaliados temos como resultado a Área Bruta Locável (ABL) compatível para uma eventual expansão do shopping”, conclui Nivaldo Tristão de Souza.
| GEOPROCESSAMENTO AJUDARÁ FISCALIZAÇÃO DA ANEEL SOBRE AS DISTRIBUIDORAS DO SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA |
A ANEEL, Agência Nacional de Energia Elétrica, busca organizar as informações do setor elétrico a partir da utilização de geoprocessamento. A idéia, segundo Clayton Jacques Pinheiro Ávilla, da ANEEL, é melhorar a qualidade da gestão de informações no setor a partir de mudanças na concepção do trabalho: “o uso de ferramentas de geo será uma das principais ações. Hoje os sistemas tabulares e de geo das empresas não são conhecidos pela ANEEL e temos elevado interesse em que o sejam”, diz.
O primeiro passo para a integração de informações das empresas concessionárias ou distribuidoras de energia com a ANEEL já foi dado com o lançamento do ARGUS, software que monitora as falhas nos sistemas elétricos. “Qualquer falha que ocorra é imediatamente informada, mas estamos desenvolvendo um sistema em que esta informação não só alimente nossa base de dados como a referencie em mapas”, diz Ávilla. Através deste sistema, cujo primeira etapa será implantada até o final do ano, será possível mapear a performance das empresas com estatísticas, tabelas e gráficos localizados e agregados.
“Para isso é necessário padronizar a nomenclatura e a forma de apresentação. É um trabalho demorado, que só será completado em prazos de 5 a 10 anos, pois envolve acompanhamento de desenvolvimento tecnológico em um ambiente altamente mutável. Quando isso acontecer teremos resposta rápida a qualquer demanda. Saberemos quase que imediatamente se, por exemplo, uma queda de energia foi normal ou acidental, com a verificação das características técnicas do equipamento que resultou na queda (manutenção, vida útil etc). O sistema permitirá também que a gente tenha absoluto controle sobre o limites geográficos de cada distribuidora”, explica ainda Ávilla.
A forma de implementação do sistema será definida a partir de critérios da ANEEL mas Clayton Ávila pensa na realização de um workshop que tente promover uma discussão sobre o assunto com as distribuidoras. Uma prévia desta discussão poderá ocorrer no próprio GIS BRASIL.
| SOD, DA COPEL, CONTROLA FROTA E AGILIZA O DESPACHO DE SERVIÇOS |
Os problemas com a falta de sinal do rádio e de localização dos veículos que atendiam as demandas de reparos na rede elétrica ficaram no passado com a instituição do SOD – Sistema de Operação da Distribuição – na Copel. Com base em georeferenciamento, hoje a empresa mantém total controle sobre a localização geográfica de todos os elementos da rede elétrica, da localização dos consumidores a chaves, transformadores, configuração elétrica do sistema, pontos reclamados e frota.
Dentro do SOD, um dos pontos mais importantes é Gerência de Serviços, voltada ao georeferenciamento e computação móvel. Através deste sistema, os veículos que prestam serviços de atendimento direto ao consumidor e reparos de rede se mantém informados através de dados repassados por dois sistemas: computação móvel via satélite, pagers contratados da Autotrac; e o tranking da Motorola, através de rádio. A ambos são acoplados computadores de bordo (486 específico para uso embarcado) e equipamentos de GPS que a cada hora dão a localização exata de cada veículo.
“Com este equipamento, mais Windows e o SOD, temos condições de conhecer e estruturar toda movimentação de nossa frota de 540 veículos”, explica Ubiraci Gomes da Silva, técnico especializado em distribuição de energia elétrica da SEDDES – Superintendência de Desenvolvimento de Sistemas da Copel.
O sistema é totalmente integrado e de duas mãos. Através dele tanto é possível conhecer a localização do veículo quanto é permito ao motorista abastecer de informação a base de dados as Copel. “O operador atua na solicitação do problema na rede e alimenta o sistema com um dado, em tempo real, que gera a imagem da chave”, explica o técnico.
Colocado em prática há um ano, a Copel agora trabalha o levantamento dos resultados deste investimento de R$ 4 milhões. “Já podemos adiantar que a quilometragem por veículo e o tempo entre o despacho e o atendimento diminuíram bastante”, conclui Silva, que no GIS BRASIL vai fazer a simulação de um atendimento para a platéia.
| UM SHOW DE GEOTECNOLOGIAS PARA NEGÓCIOS |
Curitiba sedia o evento GIS Brasil, o maior da América Latina para usuários de geotecnologias. A 7ª edição do evento acontece no Expotrade, localizado no município de Pinhais, a poucos quilômetros do aeroporto internacional Afonso Penna. A expectativa da organização, realizada pelo grupo Fator GIS, é reunir 5.000 participantes, consagrando a tradição de reunir num só espaço empresas do setor, congresso e cursos. O foco do evento está voltado para tomadas de decisões e negócios. A abertura será no dia 14, no Geopoint - uma superestrutura com palco, iluminação especial e telões gigantes, dentro da feira.
Feira
A feira acontece entre 15 e 17 de maio, reunindo empresas de dados e soluções, equipamentos e software. Nos 6.000m2 de estandes, empresas como Autodesk, IBGE, Leica, Sisgraph, mostrarão softwares de informações geográficas, projetos de mapeamento digital, equipamentos para topografia e GPS (Posicionamento por satélite), entre outras novidades. Além de conhecer novidades do mercado, pagando R$10 de ingresso os visitantes terão acesso a shows, happy hours promovidos pelas empresas, palestras especiais, workshops e, de quebra, podem conferir o que há de melhor na pesquisa acadêmica, dentro da Mostra do Talento Científico. Os 42 trabalhos aprovados concorrem a um prêmio de R$5.000, oferecido pela organização do evento como forma de incentivo à pesquisa aplicada.
Congresso
O congresso acontece de 15 a 17 de maio e está dividido em quatro módulos: cases, overview, meeting, special. Cases reúne trabalhos de usuários. Overview engloba apresentações de interesse geral, focando conceitos e tendências. Meeting são fóruns de discussão, encontros de usuários, entre outros. Special traz atividades nas áreas de Energia Elétrica, Geomarketing, Gestão de Cidades e Telecomunicações. Cada uma das áreas específicas inclui um programa que dura dois dias, com curso de nivelamento de conhecimentos e palestras.
Cursos
Os cursos abrem no dia 14 e estendem-se até 18 de maio. Estão agendados 14 cursos, divididos em fundamentos, complementares e práticos. Nos cursos de fundamentos, especialistas explicam conceitos básicos de GIS (Sistemas de informações Geográficas) e GPS. Em técnicas complementares são dissecados temas complexos como Modelagem de Banco de Dados, Decisão Espacial, Conversão de dados, Análise Espacial, Integração de Tecnologia, GIS/SR para meio ambiente.
E os cursos que prometem atrair o público especializado, de enfoque prático contam com a presença de profissionais gabaritados como o engenheiro espacial Gilberto Câmara, um dos precursores de desenvolvimento de programas GIS no Brasil. Câmara orienta o curso Análise Espacial de Dados Geográficos. Os cursos Integração GIS/GPS, Processamento de Imagens de Satélites, também terão apoio de computadores e equipamentos. O curso sobre Arc/View, orientado por Lisana Schimtz, do Centro Integrado de Estudos de Geoprocessamento, da Universidade Federal do Paraná. O Arc/View é um dos mais usados programas de visualização espacial no mundo.
Mais informações sobre o congresso e inscrições, (0xx41) 264-9807 ou info@gisbrasil.com.br ou no site www.gisbrasil.com.br.
| SOLUÇÕES PARA ENERGIA NO GIS 2001 |
Uma discussão que pode orientar a institucionalização de regras de concorrência no mercado de energia elétrica aquecerá o GIS Brasil 2001, dentro do módulo especial que apresenta cases, debates, soluções e produtos para o setor, no dia 17 de maio. "O geoprocessamento pode ser uma tecnologia chave no processo de automação das empresas de energia no Brasil além do diferencial necessário para enfrentar os desafios que estão por vir dentro de um modelo competitivo de mercado", diz o engenheiro naval Roberto Falco, coordenador do módulo. "Hoje o GEO é adotado em poucas empresas e subutilizado como ferramenta de planejamento de negócios. No evento pretendemos discutir os 'porquês' da adoção das geotecnologias, buscando levantar informações para justificar custos e benefícios que viabilizem um projeto", explica Falco, gerente técnico da área de utilities (serviços de infra-estrutura urbana, como água telefone) e segurança pública na Sisgraph (distribuidor nacional da Intergraph, empresa americana da área de computação gráfica) há 6 anos.
O lento processo de privatização do mercado tem travado explorar as potencialidades do GEO no setor. Poucas empresas têm uma visão de negócios, como a Escelsa (Espírito Santo Centrais Elétricas), primeira estatal de energia a ser privatizada, em 1995, implantando o geoprocessamento em 1997. A maioria encontra-se no estágio da Companhia Paranaense de Energia Elétrica, ainda amarrada no processo de privatização. Embora o geoprocessamento tenha sido implantado há 6 anos, tem aplicações apenas em áreas tradicionais, como engenharia (planejamento da rede) e de operações (atualização de cadastro).
O clique da Escelsa
Os técnicos Tiago Wirtti e Antônio Carlos Gomide apresentarão o WebGeo, solução de geoprocessamento e intranet desenvolvida na Espírito Santo Centrais Elétricas (Escelsa) em 2000. O WebGeo foi a opção de baixo custo encontrada para distribuir informações a todos os departamentos e maximizar a potencialidade do sistema baseado nas tecnologias Autodesk e Oracle. Com o geo, a Escelsa otimizou operações internas e deu maior qualidade no atendimento ao consumidor final. Hoje as áreas de atendimento ao consumidor, projetos, planejamento e distribuição acessam mapas sensíveis, navegáveis, associados a informações do bancos de dados georreferenciados.
Com o WebGeo, em segundos um atendente pode responder qual o melhor lugar para pagar uma fatura de luz. Consultando um mapa na tela do computador à sua frente, o atendente relaciona os três locais de pagamento mais próximos do consumidor. Mais: localiza um endereço específico e identifica o consumidor pelo nome e código da conta. Antes tudo era feito através de relatórios com nomes e endereços de locais de pagamento em cada região. Além de responder a consultas de consumidores, o WebGeo permite fazer estudos para ampliar a rede de pagamentos de faturas, estudando potenciais agentes arrecadadores.
Outras aplicações : a área de projetos pode saber onde estão endereços e transformadores ou quantos consumidores desligados existem em um raio de 5 km a partir de certo ponto do mapa, selecionado pelo mouse. O Planejamento pesquisa a rede elétrica de um bairro e imprime relatórios e mapas de interesse. A Distribuição consulta qualquer elemento da rede elétrica. Com tantos olhos consultando mapas na Intranet, a equipe de geoprocessamento conta com um cadastro atualizado, formando um banco de dados preciso, corrigido pelas várias equipes usuárias.
Sistema - O WebGeo é formado por três servidores - dois IBM Pentium II e um Compaq. Um IBM Pentium II , 196 Mb de RAM, 4 Gb de HD serve ao desenvolvimento do sistema . Um IBM Pentium II com 64 Mb de RAM, 4 GB de HD serve para testes de implementações e novas versões de software. Os dois IBMs têm a mesma configuração de software: rede NT, internet IIS, gerenciador Oracle para o BD e Autodesk MapGuide Server para operações GIS.
Um Compaq com 1024 Mb de RAM, 4x18,2 HD distribui informações aos usuários através do MapGuide Server. Nos clientes são usados os softwares Internet Explorer / Netscape Communicator e MapGuide Plug-in. O Map Guide permite filtrar a informação através de camadas, selecionando mapas temáticos e montar mapas facilmente usando combinações de interesse.
No futuro dados do WebGeo devem ser distribuídos pela Internet a empresas terceirizadas e a prefeituras, que podem dispor de dados de iluminação pública. A Escelsa foi comprada pelos grupos GTD e Iven. Hoje atende a 800 mil consumidores em todo o estado.
Curso
No dia 16 de maio, o engenheiro eletricista Geraldo Cézar Corrêa e o engenheiro civil Paulo Henrique Rathunde, ambos analistas de sistemas da Copel, orientam um curso para o público de energia elétrica. Entre os assuntos focados, conceitos básicos de Geo e conversão de dados, soluções para redes, informações sobre riscos (escolha inadequada da geotecnologia) e gerenciamento de projetos de grande porte, além de problemas específicos em energia elétrica (como conectividade, uso de versões para projeto elétrico, características de GIS para operação e soluções atualmente em uso) e aplicações.
| GIS BRASIL 2001 FOCA NOVOS MERCADOS DE TELEFONIA |
A qualidade no atendimento exigida pelo assinante, a regulamentação no fornecimento de linhas e prazos imposta pela Anatel e a concorrência têm feito com que empresas como a Telesp Celular, a GVT, Telefônica, Brasil Telecom, Telemar, CTBC e Intelig invistam cada vez mais em geoprocessamento, para oferecer serviços e informações de qualidade e ganhar clientela. "Saber a resposta a uma informação específica de um assinante, como quantos kbytes a linha telefônica suporta para instalação de uma conexão de alta velocidade em determinada região, pode fazer a diferença na hora de optar por uma empresa de telefonia", diz Daniel Teijero, coordenador do módulo especial de Telecomunicações, que acontece no dia 15 de maio, mostrando cases, soluções, debates e demonstrações de produtos.Empresas de telefonia fixa, de celulares e TV a cabo estão sendo contatadas para apresentarem projetos sobre telecomunicações no evento.
"Os cases do evento serão marcados pelo relato de experiências para que o iniciante possa aprender como planejar e implantar um projeto Geo aplicado ao setor, trocar experiências com veteranos, expor dificuldades e conhecer estratégias de implantação", detalha Teijero, gerente de requisitos do projeto Sagre, um dos GIS pioneiros para telecomunicações, implantado por um grupo de estudos que formou o CPqD (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento, sediado em Campinas, ), ainda na Telebrás, em 1991.
A maioria das telefônicas que implantou sistemas como o Sagre - desenvolvido em parceria com a Autodesk, fornecedora do software GIS Vision, base do aplicativo - já tem tido economia na operação do sistema. O cadastro de cabos e dutos, que antes levaria dias com requisição de uma cópia do mapa em papel à mapoteca e alteração manual do desenho da rede, hoje leva minutos. A atualização de endereços de assinantes, antes também sujeita a maior margem de erro, hoje é automática e mais precisa. Com dados da rede e dos assinantes, o sistema pode fazer estudos de mercado, definindo perfis por renda, faixa etária, maiores demandas pelo serviço, etc.
Gerenciamento de linhas telefônicas, cadastro da rede, georreferenciamento de assinantes, e o mais interessante em tempos de concorrência acirrada: estudos de mercado para conhecer necessidades do cliente, são alguns dos benefícios vislumbrados pelas telefônicas com a implantação do geoprocessamento. Esta nova visão do mercado permite que o Sagre hoje seja comercializado para empresas americanas e o CPqD, atualmente fundação privada, estabeleça parceria para exportar seu sistema para vários mercados mundiais.
O custo de implantação de um sistema como o Sagre gira em torno de R$7 por assinante. A maior parte do custo não provém da compra de computadores, softwares e treinamento, como imagina o leigo. Segundo Teijero, 60% do custo da implantação vem da conversão de mapas em papel para o meio digital. Este trabalho é feito por empresas especialistas, como a CTGeo (Centro de Tecnologia em Geoprocessamento, sediado na cidade paulista de Lins). Devido à especialização e complexidade da digitalização de mapas e entrada de dados, o CPqD propõe-se a gerenciar o serviço nos contratos com as telefônicas. A fundação atua como fiscal do controle de qualidade das informações nos mapas, entregando um banco de dados "pronto para uso" para a telefônica.
Case Telesp
As aplicações do sistema de geoprocessamento da Telesp Celular, implantado no início de 1995 serão expostas pelo gerente de suporte tecnológico Aldo Clementi. O sistema, baseado no Arc/Info, estabelece áreas críticas de atendimento, através de células de controle. "Tabulando reclamações de clientes, indicadores de qualidade (como queda de ligação), informações sobre a rentabilidade dos equipamentos e dados do mercado conseguimos priorizar áreas de atendimento, ou seja, as regiões congestionadas pelo recebimento do sinal", conta. As áreas críticas variam por causa da mobilidade dos usuários de celulares. Assim, de janeiro a março, por exemplo, a área de maior demanda é o litoral, por causa das férias de verão. A Telesp estabeleceu um cronograma de implantação de novas linhas, diminuindo o índice de reclamações contra o serviço. Hoje, dos 645 municípios paulistas atende 459, dentro de um universo superior a 36.300.000 pessoas, equivalente a 98,3% de habitantes do Estado paulista.
Curso
A entrada de multinacionais como Lucent, Ericsson, Motorola, Vesper e Telefônica no mercado de telecomunicações causou uma "nova onda" entre as empresas de geotecnologias. "Calcula-se que 90% das empresas de médio e grande porte do setor usem GEO em aplicações de engenharia e marketing", diz o engenheiro civil Luís Costa Lima, que orienta um curso de 8 horas sobre Geotecnologia Aplicada em Telecomunicações no dia 14 de maio. Lima é diretor técnico da Digimapas, empresa paulista que vende bases cartográficas digitais de todo o Brasil e América do Sul para projetos GIS. Ele comenta que um dos fatores básicos para a adoção das geotecnologias é a otimização de custos. "Uma antena ERB's, usada em telefonia móvel para recepção e captação do sinal de celulares custa em média R$800 a R$900 mil reais. Um projeto de telefonia móvel pode exigir a instalação de 10 a 12 antenas. Errar o melhor lugar para instalação pode ser fatal para a empresa", explica. No curso o engenheiro aborda conceitos básicos (geotecnologia, como funciona um GIS, Cartografia, tipos de bases de dados) demonstra simulações de aplicações práticas em softwares comerciais, estudo de predição em telefonia móvel (qual o melhor lugar para instalar uma antena), fibras óticas, aplicações em marketing e outros tópicos.
| GEOTECNOLOGIAS PODEM AJUDAR NO CUMPRIMENTO DA LEI |
A Lei de Responsabilidade Fiscal, sancionada ano passado, aplicada aos municípios brasileiros, está favorecendo o desenvolvimento de sistemas de administração em nível municipal apoiados em geotecnologias. "Estes sistemas seriam a principal ferramenta de qualidade da gestão", diz a arquiteta Luciana Cintrão, coordenadora do módulo Gestão de Cidades (cursos e palestras), que acontece no dia 15 de maio, dentro do evento GIS Brasil 2001, que está sendo realizado de 14 a 18 de maio, no Centro de Exposições Expotrade, em Curitiba. A lei, que responsabiliza governantes pelo mau uso de recursos públicos (como cobrança inadequada de IPTU ou falta de legislação urbana) favorece o trabalho técnico dentro das prefeituras. Os sistemas, integrados, junto com a informação geográfica, apoiados nas geotecnologias ajudam a planejar e fiscalizar ações na gestão municipal.
Uma das funções dos Sistemas de Informação Geográfica é precisar e qualificar uma informação quanto à localização (banco de dados convencional vinculado a mapa digital). Um dado visualizado num mapa permite análises e planejamentos como rede coleta de lixo (rota, itinerários e horários), áreas de abrangência de escolas e unidades de saúde, zoneamento de uso e ocupação do solo, cadastro de imóveis. O planejamento é atividade essencial para o controle de gastos desnecessários dentro da prefeitura, portanto instrumento básico para cumprir a Lei.
A informação localizada e atual confronta a cidade formal (documentada, mas com informação desatualizada ou imprecisa) e a cidade real (que muda periodicamente). Este confronto e esforço em modernizar as bases de dados está sendo feito em cidades como Belo Horizonte e Montes Claros (MG), Ponta Grossa e Curitiba (PR).
A informação localizada e atual permite maior apoio à decisão dentro da gestão de cidades, como o que se vê em Curitiba. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) está interligando as principais secretarias municipais através de uma rede de fibra ótica, para integrar informações de base de dados geográfica de cada secretaria , permitindo a elaboração de programas específicos.
Num terceiro passo, as informações podem ser compartilhadas com o público, complementando a política de transparência e democratização. É o que acontece nas prefeituras de Florianópolis e Salvador. O Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis, em convênio com a Secretaria de Turismo, lançou este ano um CD-ROM com informações sobre ruas, caminhos, trilhas, praias e circuito cultural da cidade, para incrementar as atividades turísticas locais. Já em Salvador, a prefeitura pretende lançar um CD-ROM com informações sobre a legislação municipal - o cidadão poderá fazer consultas sobre loteamentos ou sobre as normas para código de logradouros, por exemplo.
A prova decisiva de que a geotecnologia tem se tornado aliada fundamental na qualidade da gestão pública é que o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) possui, há algum tempo, algumas linhas de financiamento para projetos na área pública municipal (como o PMAT), com filosofia similar a projetos de geoprocessamento, em que a integração, atualização e qualidade na informação é imprescindível para atingir eficácia e qualidade na gestão pública.
No GIS Brasil 2001, Luciana Cintrão, também professora de Gestão Pública e Gerência de Cidades na Unesp/Araraquara e doutoranda em Planejamento Urbano e Políticas Públicas pela FAU/USP, dará um curso sobre o tema, no dia 14 de maio, falando sobre prioridades na implantação de sistemas de informação geográfica, integração de informações, a importância de um banco de dados multifinalitário, setores prioritários de implantação, entre outros tópicos.
O GIS Brasil engloba congresso, feira e cursos. Informações e inscrições 0XX41 264-9807 ou info@gisbrasil.com.br ou no site www.gisbrasil.com.br.
| EMPRESÁRIO BRASILEIRO APLICA GEOGRAFIA DE MERCADO |
O empresário brasileiro está aplicando um novo conceito de informação para planejar estratégias de abertura e penetração em nichos de mercado. É o estudo de geografia de mercado ou geomarketing. A análise geográfica de mercado é hoje uma realidade para empresas como a RBS Direct (do grupo Net/Globo), que conseguiu maior fidelidade na clientela com o uso de um programa GIS e mapas digitais, diminuindo o índice de desistências de assinaturas de 40 para 10%. A geografia de mercado ou geomarketing tem se tornado uma ferramenta tão atraente para as empresas que mereceu um módulo especial num evento segmentado - o GIS Brasil 2001, que mobiliza o setor de tecnologia de informação geográfica há 7 anos. O evento, que agrega feira, congresso, cursos e outras atrações, acontece de 14 a 18 de maio, em Curitiba, e é realizado pela empresa Fator GIS, fará um mini-evento no dia 17, mostrando cases de sucesso, soluções, debates, cursos, softwares e lançamentos do mercado. O especialista em geografia urbana, Tadeu Masano coordena o módulo, que terá, entre outras, palestra do consultor Bernardo Salcedo e um curso orientado pelo administrador Evandro Maia, ambos do grupo RBS.
"Geografia de Mercado é a integração e análises de informações de caráter social, demográfico, econômico e de negócios, atualmente suportados por programas de análise espacial e lançados em mapas digitais (geralmente com detalhe por quadra) para compor um retrato do mercado em questão", explica Masano, também professor da Fundação Getúlio Vargas. "Empresas globalizadas, como McDonald's e a Blockbuster já estão habituadas a planejar ações em cima de estudos de geografia de mercado", diz Masano que tem a consultoria Estudos Empresariais há 15 anos, e registrou a marca Geografia de Mercado no Brasil. "Mas no mercado brasileiro, apenas alguns segmentos, como bancos, shopping centers e telecomunicações já reconhecem a importância deste tipo de informação".
Na palestra de apresentação do módulo Geomarketing, no GIS Brasil, Masano falará sobre a aceitação da metodologia no meio empresarial, decisão baseada em riscos mínimos, conceitos de boa localização. "O objetivo do módulo é apresentar possibilidades de aplicação de estudos de Geografia de Mercado nas atividades comerciais e de serviços, analisando especificamente estratégias de macro e micro localização, avaliação de áreas de influência comercial, dimensionamento de mercado e hábitos e comportamentos de compra", explica.
Pescando o peixe
Usando o software MapInfo e mapas digitais da cidade de Porto Alegre, o departamento de database marketing da RBS Direct conseguiu localizar as regiões mais prováveis onde estariam seus assinantes potenciais. Mapeando pontualmente os assinantes, os pacotes de serviços oferecidos, classe social por bairro, foi possível dividir a cidade em áreas homogêneas segundo o perfil econômico dos clientes. A análise chegou a identificar áreas restritas, ou seja, aquelas que não teriam nenhum potencial de venda. Com o mapa da mina na mão, os vendedores saíram em busca de novos assinantes e asseguraram maior fidelidade ao serviço. O índice de desistência, antes de 40%, caiu para 10%. Segundo o consultor Bernardo Salcedo, que fará uma palestra expondo o case RBS no GIS Brasil, o uso da informação localizada no marketing equivale a "pescar onde está o peixe", ou seja, ir atrás de clientes que têm maior potencialidade de assegurar fidelidade a um serviço ou marca. "O mapa visualiza onde tudo acontece e como", resume Evandro Morais Maia, gerente da database de marketing da RBS. Maia estará orientando um curso de 8 horas no GIS, abordando mudanças estratégicas de mercados, incorporação do database marketing e do geomarkerting nas novas posturas, estruturação de database marketing interno e outros tópicos. Salcedo, além do case RBS, detalhará aplicações de geomarketing do birô, braço do grupo Globo.
A Estudos Empresariais usa o software de informações geográficas Tactician para realizar estudos de localização. O software por si só não faz milagres, o segredo da boa análise está na integração do banco de dados. Tadeu tem 15 Gbytes no BD - como se tivesse dentro do PC um banco equivalente ao de um departamento de planejamento urbano - constantemente atualizado com informações de clientes - nas áreas de varejo, financeira, telecomunicações, saúde, automotiva. O levantamento de dados, incluindo as informações geográficas, pode exigir um batalhão de 100 pessoas para a pesquisa de campo. Na equipe-base da Estudos Empresariais estão cerca de 20 pessoas, de habilidades específicas e diferenciadas, como marketing, planejamento urbano, geografia, o que exige do gerenciador uma visão inspirada : "é como coordenar uma orquestra", resume Masano.
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