|
|
GIS BRASIL 2001
O GIS BRASIL 2001 - 7º Show de Geotecnologias, realizado de 14 a 18 de maio, no ExpoTrade em Curitiba, PR, foi a materialização do atual estágio de desenvolvimento dos negócios de Tecnologia da Informação que se utilizam das ferramentas de geoprocessamento no país. Sob o tema Geoinformação Revolucionando Decisões e Negócios, o evento mostrou que o segmento abandonou o estágio de didatismo para entrar de vez na era da aplicabilidade.
A maturidade do evento, que soube buscar cases que atestam o crescente investimento de empresas e instituições por soluções de informações georreferenciadas, é traduzido em seus números. Durante cinco dias, cerca de 4000 pessoas, incluindo congressistas, palestrantes, participantes de cursos, expositores e visitantes exclusivos da feira, vivenciaram 120 palestras nos Módulos de Energia Elétrica, Telecomunicações, Gestão de Cidades e Geomarketing, 42 painéis da Mostra do Talento Cientifico, três palestras especiais, 14 cursos, sendo quatro práticos em laboratório computacional.
Além das atividades de caráter técnico, os visitantes do GIS BRASIL 2001 puderam visitar a Feira de Geotecnologias, com 60 estandes de expositores que representam a força tecnológica e econômica do setor, dentre eles os Bentley/HP Invent, Edinfor, Gempi/ESRI e Pars/Autodesk, patrocinadores do evento.
As melhores empresas e marcas mundiais do segmento de geotecnologias estiveram presentes ao GIS BRASIL 2001. Durante três dias, 60 empresas expuseram o que existe de mais moderno em software, hardware e serviços e soluções para Sistemas de Informação Geográfica, imageamento por satélites, cartografia digital, cadastros técnicos multifinalitários, posicionamento por satélites, topografia, geodésia e tantos outros assuntos ligados ao tema.
A Feira de Geotecnologias teve como maior destaque o acompanhamento do processo de amadurecimento do GEO no país, como destaca Merland Halisky, da gerência de operações internacionais da Bentley Systems, que durante o GIS BRASIL anunciou parceria em soluções de GeoEngenharia com a HP Brasil, subsidiária da segunda maior empresa de computação do mundo: "o número de cases apresentados despertou a atenção dos visitantes para nossas soluções. Parece que o GIS começa a sair dos departamentos específicos para cumprir seu papel de ferramenta de difusão do conhecimento em toda administração, seja ela pública ou privada", analisa.
Quem corrobora esta constatação é Eduardo Bengtsson Filla, diretor da Maxidata, empresa curitibana do setor. "Percebi que nem 15% das pessoas que visitaram meu estande estavam em busca de informações básicas. Eram técnicos em busca de soluções e isto fez com que nossos contatos ganhassem contornos de negócios, e não didáticos, como até pouco tempo".
O perfil empreendedor dos visitantes chamou mesmo a atenção dos expositores. Luiz Eduardo de Affonseca, da gerência de soluções e marketing da Gempi, foi taxativo: "Vieram muitos técnicos em ArcView, principalmente de prefeituras e dos setores de utillities, satisfazendo nossa expectativa". A mesma opinião é compartilhada por Luiz Mário Viana, consultor técnico da Pars/Autodesk.: "Senti que o público estava muito bem informado e isto facilitou nosso trabalho, pois colocávamos a informação de forma muito fácil", dizia ao final da Feira.
Além das novidades da indústria em soluções, produtos e serviços, os visitantes da Feira tiveram acesso ao Geopoint, local onde palestraram David Maguire, Diretor de Produtos, Soluções e Negócios Internacionais da ESRI (Redlands, Califórnia, EUA), falando sobre as tendências mundiais do mercado de geoprocessamento; Luiz Nassif, jornalista e comentarista econômico, que abordou a necessidade de prefeituras formarem uma boa base de dados para seus gerenciamentos; e Marcomede Rangel Nunes, físico do Observatório Nacional, que tratou da história do tempo, desde o relógio de sol até os instrumentos modernos de altíssima precisão.
Os 14 cursos realizados durante o GIS BRASIL 2001 reuniram quase 500 participantes. De caráter eminentemente informativo, os cursos do GIS BRASIL, que em sua 7ª edição soma mais de 4.500 mil profissionais treinados, são considerados essenciais para atualização tecnológica de usuários.
Neste ano os cursos foram divididos em três categorias - Fundamentos, Técnicas Complementares e Aplicações -, que trouxeram aos participantes conceitos nas áreas de GIS, GPS, Sensoriamento Remoto, Modelagem de Bancos de Dados, Decisão Espacial, Conversão de Dados, Análise Espacial e Integração de Tecnologias.
Segundo Lisana Kátia Schmitz Santos, professora auxiliar do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPR e Coordenadora do Curso de Especialização em Geoprocessamento do CIEG, seu curso GIS Na Prática com Suporte em Arc View foi muito proveitoso: "tive um excelente retorno dos 40 alunos, sobretudo porque, ao percebermos demandas específicas, fomos adaptando o andamento das atividades", disse.
Similar avaliação faz Jugurta Lisboa Filho, professor da UFV, bacharel em Informática pela UFRJ e doutor em Ciência da Computação. Instrutor do curso Estruturação e Modelagem de Bancos de Dados, que apresentou uma visão prática das etapas de projeto, implementação e uso de Sistemas de Gerenciamento de Bancos de Dados (SGBD) integrados a GIS, Jugurta salientou que a heterogeneidade dos alunos foi determinante para seu sucesso. "Fizemos um nivelamento inicial, necessário para entrar na questão da modelagem, mas todos logo compreenderam o processo de estruturação de bancos de dados voltado a orientação de objetos com base em linguagem UML e frameworks", disse.
A boa avaliação feita pelo instrutor encontra respaldo em mensagens eletrônicas como esta, recebidas dos alunos: "Achei o curso de Estruturação e Modelagem de Banco de Dados muito bom e gostaria de receber as transparências que você apresentou. Algumas anotações que fiz na aula foram baseadas nelas e assim poderia organizar melhor o material sobre o assunto", escreveu José Dinis Casimiro, Chefe da Seção de Estatística e Informática dos Correios.
"No início do curso os alunos imaginavam que jamais seriam capazes de montar um projeto de GIS. No último dia propus um exercício e todos cumpriram muito bem a tarefa", diz Alzir Felippe Buffara Antunes, doutorando em Sensoriamento Remoto, professor assistente da UFPR e instrutor do curso Iniciando em GIS. Segundo Antunes, o propósito de ensinar a terminologia e a estruturação do sistema foi cumprido plenamente: "muitos alunos conheciam o assunto, mas não conseguiam ver o todo, enxergavam aos pedaços, não conseguiam fazer a conecção entre imagem e dados. Dito pelos alunos, agora isto não ocorre mais", concluiu o instrutor.
Além da capacitação e do aprimoramento profissional promovidos pelos cursos de um modo geral, ganhou destaque também a inclusão de cursos específicos que antecediam os módulos especiais de Telecomunicações, Gestão de Cidades, Energia Elétrica e Geomarketing:
- GEOTECNOLOGIA APLICADA: TELECOMUNICAÇÕES, com Luís Antônio De Lima, Engenheiro Civil, MBA em Administração;
- GEOTECNOLOGIA APLICADA: GESTÃO DE CIDADES, com Luciana Gonçalves Cintrão, Arquiteta e Urbanista, Doutoranda FAU-USP, e Luciano Pezza Cintrão, Advogado e Eng. Agrônomo (ESALQ), especialista em Gestão Pública e Gerência de Cidades;
- GEOTECNOLOGIA APLICADA: ENERGIA ELÉTRICA, com Geraldo César Corrêa e Paulo Henrique Rathunde, especialistas em Geoprocessamento, analistas de sistemas da equipe de Geoprocessamento da Copel e desenvolvedores do SIG-GD - SIG para Gestão da Distribuição;
- GEOTECNOLOGIA APLICADA: GEOMARKETING, com Evandro Morais Maia, Gerente de Database Marketing da RBS Direct (Porto Alegre/RS).
Além das palestras dos módulos especiais, foram apresentados 50 cases para usuários de geotecnologias de áreas tão distintas quanto agricultura, administração pública, educação, turismo, meio ambiente, transporte, meteorologia, mineralogia, geologia, saúde, patrimônio histórico e cultural, saneamento e Internet.
A diversidade dos temas abordados fez com que o objetivo de promover o intercâmbio de informações e a divulgação de novos projetos e soluções em geoprocessamento para estas áreas fosse plenamente cumprido.
Silvana Philippi Camboim, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná, SEMA, apresentou o painel Mapeamento e Monitoramento Ambiental do Programa Pró-Atlântica, uma parceria entre o Governo do Paraná e a Alemanha para minimização da degradação da Floresta Atlântica paranaense. Seu trabalho, um dos mais destacados pelo público do evento, abordou a metodologia e a redefinição de padrões para tornar possível a troca de informações entre as instituições. "A oportunidade de divulgar nosso trabalho é da maior importância, pois existem poucos casos de GIS realmente acontecendo e a troca de informações nos encoraja e amplia nossa rede de contatos", disse a pesquisadora. Receberam também destaque entre os cases, os trabalhos A Utilização das Ferramentas de Geoprocessamento na Embasa, apresentado por Denise Araújo Britto, da Empresa Baiana de Águas e Saneamento, Embasa, que mostrou o sistema implantado na empresa baiana de saneamento e atende do nível técnico-operacional ao gerencial; o trabalho de Fernando Barreto Rodrigues e Silva, da Embrapa, sobre o Zoneamento Agroecológico do Nordeste do Brasil através do software Zane Digital; e o trabalho Tecnologia Proprietária Para Publicação de Dados Cartográficos na Web, um case de sucesso na transposição de dados cartográficos na web.
O GIS BRASIL 2001 apresentou quatro módulos na categoria Special, com temas que levaram o estado-da-arte em geotecnologias para públicos específicos. A apresentação de cases, com ênfase nos aspectos práticos das geotecnologias, promoveu o intercâmbio de informações entre os usuários e foi o ponto alto deste módulo dividido em:
Energia Elétrica
Roberto Falco, Gerente de Aplicações para os mercados de Utilities/Telecom e Segurança Pública na Sisgraph Ltda. e coordenador do Módulo de Energia Elétrica do GIS BRASIL 2001 avalia como altamente positivo o resultado dos nove cases apresentados. "A afluência de público foi maior do que eu esperava, tivemos sempre as salas cheias, e o andamento das discussões levou à conclusão de que precisamos aferir resultados quantitativos dos projetos de implantação de sistemas georreferenciados até como forma de convencimento dos dirigentes", dizia ao final do Congresso.
Quando participava da organização do Módulo, Falco estabeleceu como objetivo a discussão sobre aspectos e justificativas econômica aos projetos para o setor elétrico, instruindo os palestrantes para que buscassem este foco. "De um modo geral as pessoas relegam o aspecto do retorno financeiro. Todos sabem que o GEO racionaliza operações e custos, mas isto não costuma ser mensurado. Conseguimos provocar este debate e algumas luzes vieram à tona sobre, no mínimo, quais áreas se beneficiam realmente dos sistemas", explicou Falco.
A preocupação do coordenador se justifica. Segundo ele, "precisamos formar uma massa crítica que avalie este aspecto, pois é muito difícil dar continuidade a um projeto se dirigentes não estiverem convencidos dos ganhos. Não podemos esquecer que o GEO é apenas uma das ferramentas das Tecnologias da Informação e tem muitos concorrentes".
Os Estados Unidos estimam um potencial de redução de custos na área de operação e manutenção de até 30% e no Brasil este dado não existe. Falco observou, contudo, que o GIS BRASIL deu um salto neste sentido e espera, para o próximo ano, alguns trabalhos que clarifiquem a questão. "Empresas como a Light e a CERJ, ambas do Rio de Janeiro, estão mais próximas de conseguirem estes dados. Nas palestras de ambas percebemos que, com um mínimo de esforço, estas empresas já conseguiriam aferir números como as perdas decorrentes das ligações clandestinas, os gatos", concluiu Falco.
Telecomunicações
Daniel Garcia Teijeiro, Gerente de Requisitos do Sistema SAGRE da Fundação CPqD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações -, ao final do evento comemorava a média superior a 50 pessoas em cada uma das 6 palestras que coordenou no Módulo de Telecomunicações do GIS BRASIL. "O público me impressionou muito tanto pela quantidade quanto pelo interesse e qualidade das questões levantadas", dizia.
Segundo Teijeiro, isto ocorreu em virtude da seleção de trabalhos e da importância das empresas participantes: "Apresentaram-se empresas do porte da Telesp Celular, da CTBC Telecom, da Celtec, dentre outras, que mostraram cases concretos de filosofia e de implementação".
Durante o Módulo, o coordenador percebeu uma concentração de interesse em dois pontos específicos. O público, formado por profissionais da área de telecomunicações das operadoras e até de outras áreas, demonstrou grande interesse pelo uso de geoprocessamento para suporte às atividades de monitoramento da rede e pelo uso de GEO para atendimento de metas da Anatel.
Ainda segundo o coordenador do Módulo, o maior avanço do setor é o crescente interesse por tecnologia. "Deixamos de falar em perspectiva e filosofias para trocar informações tecnológicas. Já são unânimes as considerações sobre os benefícios trazidos pelo GEO e hoje a discussão se concentra nas dificuldades e soluções", explica.
Dentre as dificuldades, avalia Teijeiro, a maior talvez seja a obtenção de mapas de qualidade pois não existem investimentos do governo nesta área". Mesmo assim, conclui o coordenador, "o GIS BRASIL apresentou um avanço em termos de público e de temas que reflete o progresso do uso de GEO pelo setor de Telecom", conclui.
Gestão de Cidades
Criatividade foi a palavra encontrada por Luciana Gonçalves Cintrão, coordenadora de Projetos GEO da SCAES Sistemas e do Módulo Gestão de Cidades do GIS BRASIL 2001, para resumir os 9 trabalhos apresentados sob sua moderação. "As experiências mostraram diversidade de soluções embasadas em pontos importantes, como recursos financeiros e tamanhos de projetos", disse.
A procura pelo Módulo Gestão de Cidades, com média de 40 participantes por apresentação, reflete muito bem o despertar do interesse pelo GEO nos municípios. Isto se justifica porque a maioria dos serviços prestados por uma prefeitura tem na localização através de mapas um fator vital.
Sabendo disso, afirma Luciana, "as prefeituras, mesmo com recursos mínimos, estão conseguindo encontrar seus caminhos e foi justamente a troca de informações sobre como obter condições de implementação de sistemas de GEO o alvo central do módulo".
Segundo Luciana, hoje o mercado oferece uma gama enorme de opções e a própria Feira de Geotecnologias mostrou isso. A questão é, diz a coordenadora, o convencimento político. "O Módulo deixou claro que precisamos buscar uma resposta para o dirigente político. Será que o que ele quer é retorno em arrecadação? Flexibilidade ao gerente? Democratização da informação? Resultados para a população?". Para os participantes ficou evidente que será através de resultados que conquistarão o reconhecimento da ferramenta e, assim, mais investimentos no setor.
É por isso, diz a moderadora, que o case de Salvador, apresentado pela Secretaria Municipal de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente daquela cidade através de Ana Lúcia Álvares Aragão, conquistou a atenção dos participantes. "Os sistemas de GEO muitas vezes são vistos apenas como sorvedouros de recursos. O CD elaborado pelo pessoal de Salvador deixa claro que é preciso apresentar resultados para convencer", explica Luciana.
Todas estas questões deixaram claro que é fundamental a busca por uma diversificação dos subprodutos de uma base cartográfica. "Neste sentido os debates foram bons, com muitas perguntas e boas respostas. Os painelistas vieram bem preparados, com equipes de apoio aptas a responderem o que não sabiam. Isto mostra um grande avanço no setor e no evento", encerra Luciana.
Geomarketing
Acostumados com pesquisas de mercado, os empresários brasileiros começam a aplicar um novo conceito de informação para planejar estratégias de abertura e penetração em nichos específicos, a geografia de mercado ou o geomarketing. Este foi o tema das seis palestras apresentadas no Módulo de Geomarketing, que teve a coordenação de Tadeu Masano, diretor-presidente da Estudos Empresariais.
Com base em cases que abordaram estratégias, pesquisa, dados, modelos e monitoramento de marcas, produtos e segmentos, uma platéia que atingiu em média 50 participantes por palestra, pôde discutir a aceitação da metodologia no meio empresarial, decisão baseada em riscos mínimos. "Quais as possibilidades de aplicação de estudos de Geografia de Mercado nas atividades comerciais e de serviços, analisando especificamente estratégias de macro e micro localização, avaliação de áreas de influência comercial, dimensionamento de mercado e hábitos e comportamentos de compra?", perguntava Masano ao público.
As respostas, segundo o coordenador, foram muito boas. "Os temas foram bastante complementares e o ponto alto do Módulo foi a reunião de apresentadores em uma sessão final para um bate-bola. Concluímos que o GEO tem um amplo espaço a sua frente pois todos percebem que a área de marketing é fundamental para o desempenho dos negócios", diz Masano.
Dentre os trabalhos apresentados no Módulo, merece destaque a iniciativa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte. Em conjunto com a Prodabel foi mapeado o setor comercial da capital mineira e formada uma completa base de dados, algo fundamental para evitar a usual dor de cabeça para os técnicos envolvidos em projetos de sistema cujo estudo das relações depende de informações.
| Mostra do Talento Científico |
O trabalho sobre uma estratégia integrada de análise e monitoramento de assentamentos rurais na Amazônia foi o premiado na I Mostra de Talento Científico organizada pelo GIS BRASIL 2001, sob patrocínio do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
O autor do trabalho é Mateus Batistella, pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite, que atualmente cursa doutorado na Universidade de Indiana, Bloomington, EUA. "Este projeto é da maior importância para a compreensão da Amazônia e estejam certos que, se não a compreendermos, vamos perdê-la", disse Glaci Terezinha Zancan, bioquímica presidente da SBPC, na solenidade de entrega do prêmio de R$ 5 mil reais ao vencedor.
O trabalho de Mateus, que tem por base pesquisas realizadas nos últimos 15 anos na Universidade de Indiana em colaboração com a Embrapa, apresenta uma estratégia de avaliação e monitoramento de áreas de colonização, integrando dados de sensoriamento remoto, pesquisas antropológicas e ecológicas em um sistema de informações geográficas que permite a análise espaço-temporal em diversos níveis e escalas.
"É uma vitória do meio ambiente, da pesquisa e da contribuição da pesquisa com aplicações práticas para a integração o homem e a natureza. O incentivo a este tipo de trabalho com certeza fará deste um país melhor", disse o pesquisador.
A I Mostra do Talento Científico contou com a participação de 42 artigos do segmento científico/acadêmico, selecionados a partir de 150 trabalhos enviados. Segundo Antônio Miguel Monteiro, representante do INPE na solenidade de entrega dos prêmios, "o trabalho do Mateus carrega o espírito que deve nortear a pesquisa acadêmica ao apresentar propostas de soluções para os grandes problemas nacionais. Ressaltar os aspectos humanos na Amazônia é da maior relevância e tenho certeza que será fundamental para o futuro do país", disse.
Também receberam prêmios os trabalhos Incorporando Suporte a Restrições Espaciais No Padrão Opengis, de Vania Bogorny e Cirano Iochpe, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; e Estendendo Quadtrees para Suporte ao Armazenamento e Recuperação de Dados Espaço-Temporais, de Joice Seleme Mota e Cirano Iochpe, da Universidade do Contestado, SC, respectivamente em 2º e 3º lugares.
Além das premiações, que valorizam a pesquisa nas universidades, os participantes da Mostra também exaltavam a iniciativa de colocar, lado a lado, projetos acadêmicos de jovens pesquisadores e empresas do setor de geoprocessamento. "A oportunidade de expor nosso trabalho na Mostra do Talento Científico já seria suficiente e viemos aqui com este propósito. Para nossa surpresa, contudo, fomos contatados por instituições que nos apontaram a possibilidade de parcerias", exultava Rafael Brandão, um dos estudantes do grupo de mestrandos da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, que apresentou trabalho sobre a Aplicação de SIG na Geração de Prognósticos Urbanos no bairro Floresta, de Belo Horizonte.
|
 |
|